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Chapo mobiliza parceiros sul-africanos para reforçar o investimento no país – O País

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta quarta-feira, em Maputo, com representantes de grupos empresariais e mediáticos sul-africanos, num encontro centrado na mobilização de investimento estrangeiro e na preparação da Cimeira de Investimento de Moçambique, previsto para Outubro ou Novembro deste ano.

A audiência reuniu o Chefe do Estado com Lyndon Barends, Diretor-Geral do Grupo ARENA/Sunday Times para Parcerias Estratégicas e Eventos, e Paulo dos Santos, CEO da Quintessentially South Africa.

Segundo as partes, o encontro serviu para consolidar os preparativos da cimeira internacional de investimentos que deverão reunir empresários, investidores e representantes de vários sectores económicos em Maputo.

Falando à imprensa após o encontro, Lyndon Barends destacou a visão do Presidente moçambicano na promoção da recuperação económica e na atracção de capital estrangeiro.

“Tivemos uma reunião muito boa com o Presidente de Moçambique, que é muito perspicaz e com grandes visões para Moçambique, em termos de todos os grandes projectos que são prioritários para a transformação económica”, afirmou.

O responsável acrescentou que Moçambique pretende afirmar-se como um país aberto ao investimento internacional.

“O Presidente deixou claro que Moçambique está aberto a negócios de qualquer lugar e de qualquer pessoa, desde que seja do interesse de Moçambique e dos moçambicanos”, declarou Barends.

A futura Cimeira de Investimento de Moçambique deverá focar-se em sectores considerados estratégicos para o crescimento económico nacional, nomeadamente tecnologia, finanças, agricultura, logística, mineração, energia e turismo.

De acordo com os promotores, o evento pretende posicionar Moçambique como um destino africano competitivo para negócios e investimento, além de fortalecer as relações económicas com a África do Sul, principal parceiro comercial do país.

Dados económicos indicam que a África do Sul continua a liderar as trocas comerciais com Moçambique, além de representar uma importante fonte de Investimento Directo Estrangeiro, particularmente nos sectores mineiro, energético, financeiro, turístico e de infra-estruturas.

Lyndon Barends afirmou ainda que o Grupo ARENA, proprietário dos jornais Sunday Times e Business Day, manifestou disponibilidade para apoiar a promoção internacional da iniciativa.

“Sentimo-nos liberados para apoiar esta iniciativa e garantir que seja um grande sucesso”, referiu.

Segundo Barends, a intenção é transformar a cimeira num evento regular para intervenção a economia moçambicana através da captação contínua de investimento externo.

“O Presidente foi muito claro que esta é uma prioridade para ele, trazer investimento para o país e realizar a cimeira numa base anual, para fortalecer a economia moçambicana”, sublinhou.

O encontro acontece numa altura em que o Governo intensifica esforços para dinamizar a economia nacional, acelerar projectos estruturantes e aumentar a confiança dos investidores internacionais no mercado moçambicano.

Plataforma SUN apresenta reforço das políticas de nutrição ao Presidente da República

A Plataforma da Sociedade Civil para o Movimento SUN e da Associação de Nutrição e Segurança Alimentar foi recebida esta quinta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, num encontro dedicado ao reforço das políticas públicas de nutrição e segurança alimentar no país.

A audiência decorreu no Gabinete de Trabalho do Chefe do Estado e centrou-se na necessidade de aumentar o investimento público no setor, melhorar a cooperação intersetorial e fortalecer a formulação de políticas baseadas em evidências científicas.

Falando à imprensa após o encontro, a representante da Plataforma da Sociedade Civil para o Movimento SUN (Scaling Up Nutrition), Carina Ismael, explicou que o movimento integra uma iniciativa global voltada para o combate à desnutrição em todas as suas formas.

Segundo a responsável, o objectivo passa por garantir que a nutrição seja integrada nas prioridades nacionais de desenvolvimento, através de uma cooperação desenvolvida pelo próprio Estado.

“Quem faz a cooperação ao nível nacional são os governos”, afirmou Carina Ismael, destacando o papel das instituições públicas na implementação das políticas de nutrição.

Durante o encontro, a plataforma apresentou questões relacionadas com o nível real de financiamento destinado à nutrição e segurança alimentar.

De acordo com Carina Ismael, apenas “cerca de 0,85 por cento do Orçamento do Estado” é actualmente canalizado para programas ligados à nutrição, um valor considerado insuficiente face aos desafios existentes no país.

A organização defende o aumento progressivo deste investimento para pelo menos um por cento do Orçamento do Estado, tendo como meta ideal atingir 1,7 por cento.

“A nutrição e segurança alimentar devem ser encaradas como um programa nacional de prioridade nacional”, defendeu.

Os representantes da plataforma sublinharam ainda a necessidade de reforçar os mecanismos de investigação e produção de dados para orientar a tomada de decisões e melhorar o impacto das políticas públicas, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis.

Moçambique continua entre os países afectados por elevados índices de desnutrição crónica infantil, sobretudo nas zonas rurais, um problema frequentemente associado à insegurança alimentar, pobreza regional, mudanças climáticas e limitações no acesso aos serviços básicos.

Segundo os intervenientes, uma maior articulação entre os diferentes setores governamentais poderá reduzir duplicações de esforços e aumentar a eficácia das intervenções no terreno.

Carina Ismael afirmou ainda que o Presidente da República declarou abertura para o aprofundamento do diálogo e para o reforço progressivo das acções ligadas à nutrição.

“Foi um encontro extremamente positivo”, declarou, acrescentando que as partes assumiram o compromisso de continuar a colaborar no acompanhamento das políticas e na mobilização de recursos para o sector.

O encontro terminou com o entendimento de que serão mantidos mecanismos de seguimento técnico entre o Governo e as organizações da sociedade civil, com enfoque na cooperação intersectorial, monitorização dos resultados e fortalecimento das políticas nacionais de nutrição.

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