Quase 118 milhões de pessoas estão refugiadas ou deslocadas à força em todo o mundo. Os dados são da Organização das Nações Unidas, que quer reduzir este número para metade, até 2035.
Entre 2024 e 2025, o número de pessoas obrigadas a fugir das suas casas ou países, prejudicado de 123 milhões para 118 milhões, em 2025, no mundo. A maior parte dos infectados por situações de guerra ou violência nos seus países.
Apesar da redução, que resultou de “retornos forçados”, seja por deportações ou por falta de oportunidade de integração e inclusão nos países de acolhimento, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados considera que os números aumentam.
Em 2025, quase 15 milhões de pessoas regressaram aos seus países de origem, dos quais, 4,4 milhões de refugiados e 10,3 milhões de deslocados internos.
Ainda assim, no ano passado, 5,4 milhões de pessoas, 70% das quais provindas Afeganistão, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela foram obrigadas a fugir de guerras, violências e perseguições, e procurar proteção em outros países.
O Sudão continua a ser o país com uma crise de refugiados mais grave do mundo, com 9,1 milhões de pessoas obrigadas a fugir das suas casas. O Médio Oriente tornou-se outra área de grande preocupação, com cerca de um milhão de refugiados do Líbano e 3,2 milhões de deslocados no Irão.
Devido à situação, o alto-comissário da ONU para os Refugiados disse, neste sábado, querer reduzir, nos próximos 10 anos, para metade o número de refugiados que vivem em deslocações prolongadas e dependentes de ajuda humanitária.
O Dia Mundial dos Refugiados é realizado anualmente em 20 de junho, com o objetivo de realçar a coragem, os direitos, as necessidades e a resiliência dos refugiados.




