Moçambique continua empenhado em garantir o acesso universal à energia eléctrica até 2030, mas os desafios para alcançar este objectivo permanecem significativos, sobretudo nas zonas rurais, onde milhares de famílias vivem ainda sem acesso à corrente eléctrica.
O assunto esteve em análise durante o seminário alusivo ao Dia da Energia, promovido pela Electricidade de Moçambique (EDM), evento que reuniu representantes do Governo, académicos e especialistas do sector energético.
Durante o painel dedicado aos desafios da universalização da energia elétrica, o pesquisador da Universidade Eduardo Mondlane e Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Alberto Tsamba, recomendou o regresso às aldeias comunais como forma de facilitar a distribuição da corrente elétrica e de outros serviços básicos nas comunidades rurais.
Segundo o acadêmico, a concentração populacional em aldeias organizadas poderá reduzir os custos de infra-estruturas e tornar mais eficiente a expansão da rede elétrica nacional.
Por sua vez, a Universidade Pedagógica desafiou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia a criar condições que facilitem a aquisição de material de electrificação por parte de particulares, considerando que tal medida poderá contribuir para acelerar a expansão da energia eléctrica no País.
Na mesma ocasião, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia apresentou informações sobre o estágio da fábrica de painéis solares na Província de Maputo, garantindo igualmente o retomo das actividades do projecto.
Apesar dos progressos alcançados nos centros urbanos, o acesso universal à energia elétrica continua a exigir soluções inovadoras e sustentáveis para responder às necessidades das populações das zonas rurais.




