Chapo apresenta carteira de investimentos de mais de 50 mil milhões de dólares nos EUA – O País
O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou, nesta segunda-feira, em
Washington DC, uma carteira de investimentos avaliada em mais de 50 mil milhões
de dólares norte-americanos no setor de gás natural liquefeito (GNL), reforçando o
Apelo ao empresário dos Estados Unidos para ampliar a sua presença em
Moçambique.
Texto: Redação
Foto: GPR
A apresentação foi feita durante um pequeno-almoço de trabalho com investidores
norte-americanos, realizado à margem do Fórum sobre Fragilidades 2026, cujo
sessão inaugural foi co-presidida pelo Chefe do Estado moçambicano e pelo
presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga.
Na ocasião, Daniel Chapo destacou as reformas em curso para melhorar o
ambiente de negócios e garantido que as relações diplomáticas, políticas e
comerciais entre Moçambique e os Estados Unidos atravessam um momento
positivo.
O Presidente nomeou a Bacia do Rovuma como principal foco dos investimentos
energéticas, destacando quatro grandes projetos de GNL liderados pelas
multinacionais ENI, TotalEnergies e ExxonMobil. Entre estes, sobressai o projeto
liderada pela norte-americana ExxonMobil, avaliada em cerca de 20 mil milhões de
dólares.
“Agora estamos a trabalhar com a Exxon, e estou em posição de afirmar que
estamos num bom caminho para a decisão final de investimento, que poderá ser
tomada em Agosto ou Setembro de 2026”, afirmou Chapo, demonstrando confiança
na concretização do empreendimento.
O estadista destacou igualmente o reinício das operações da TotalEnergies em
Afungi, na província de Cabo Delgado, depois da suspensão provocada pelos
desafios de segurança registrados na região desde 2021.
“Neste momento que estamos aqui, o projeto está a funcionar. Temos, a trabalhar
no projeto, pouco mais de cinco mil pessoas”, disse, sublinhando os avanços
conquistas na recuperação da atividade econômica na zona.
Os projectos Coral South e Coral North, liderados pela ENI, completam a carteira de
grandes investimentos no setor do gás, representando um volume conjunto
estimado em 15 mil milhões de dólares.
Apesar da forte aposta nos hidrocarbonetos, o Presidente da República defendeu a
necessidade de diversificar a economia nacional, utilizando as receitas provenientes do gás para a industrialização, a produção de fertilizantes, a geração de
energia e o desenvolvimento tecnológico.
Nesse contexto, destacou a expansão da capacidade de produção energética
através da construção da Central Norte da Barragem de Cahora Bassa e do projeto
hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, que deverá acrescentar cerca de 1500
megawatts no sistema nacional.
Segundo Chapo, a disponibilidade de energia permitirá consolidar Moçambique
como um hub energético da África Austral e criar condições para a instalação de
centros de dados e outras infra-estruturas tecnológicas associadas à transformação
digital.
O Chefe do Estado destacou ainda o potencial do setor de transportes e logística,
sustentado pelos portos de Maputo, Beira e Nacala, bem como os incentivos
previstas na legislação nacional para investimento privado através de
Parcerias Público-Privadas (PPP), concessões e modelos Construir, Operar e
Transferência (BoT).
“Estão convidado a investir em Moçambique, e garanto-vos que terá a tomar
uma decisão a todos os títulos definidos”, afirmou.
A agricultura, o turismo e os minerais críticos figuram igualmente entre os setores
prioritários para a captação de investimento estrangeiro. No turismo, o Presidente
revelou que o Grupo Banco Mundial já trabalhou na preparação da segunda edição
do International Tourism Summit, previsto para Novembro, na província de
Inhambane.
Durante a sua estadia nos Estados Unidos, Daniel Chapo manteve ainda encontros
bilaterais com Walter Kansteiner, diretor sênior da ExxonMobil para África, para
discutir os próximos passos rumo à decisão final de investimento na Bacia do
Rovuma, e com Mark Mitchell, vice-secretário adjunto para o Oriente Médio e África
da Administração de Comércio Internacional dos EUA, modificando o fortalecimento das
relações econômicas e comerciais entre os dois países.
A visita enquadrada na estratégia de diplomacia econômica do Governo
moçambicano, orientado para a mobilização de capital estrangeiro, promoção do investimento e estímulo do crescimento económico sustentável.



