Centenas de pessoas participaram, esta segunda-feira, numa marcha contra a imigração ilegal nas ruas de Joanesburgo, um dia depois do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ter anunciado medidas previstas para reforçar o combate à entrada e permanência irregular de estrangeiros no país.
Os manifestantes exigiram uma atuação mais firme das autoridades na fiscalização das fronteiras e na regularização da situação dos imigrantes sem documentos válidos.
A manifestação decorreu de forma de importação, embora alguns participantes exibissem cartazes e pausas, enquanto entoavam palavras de ordem como “Voltem para casa” e defendiam que os estrangeiros em situação irregular abandonassem o país até ao próximo dia 30 de Junho.
“Eles devem regressar aos seus países, regularizar a sua situação documental e, depois, voltar de forma legal. Se respeitarem as leis e mudarem de atitude, serão sempre bem-vindos ao nosso país”, afirmou Nkosikhona Ndabandaba, um dos participantes na marcha.
Durante o protesto, alguns manifestantes defenderam igualmente a construção de um muro ao longo da fronteira sul-africana, como forma de travar a entrada de imigrantes sem documentos.
“Queremos recuperar o nosso país. Não somos xenófobos. Infelizmente, temos sido mal interpretados pelo resto do mundo. Recebemos os nossos irmãos e irmãs durante muito tempo e convivemos com eles. Mas chegou o momento de regressarem aos seus países e de nos permitir cuidar do nosso país”, declarou um manifestante.
Manifestações semelhantes foram registadas em outras regiões da África do Sul, incluindo nas províncias do Cabo Ocidental e do Limpopo, reflectindo uma crescente mobilização de grupos que se opõem à presença de imigrantes indocumentados no país.
O debate em torno da imigração tem ganho destaque nos últimos meses, num contexto marcado por preocupações relacionadas com o desemprego, a criminalidade e a pressão sobre os serviços públicos, questões frequentemente associadas pelos manifestantes à permanência de cidadãos estrangeiros em situação irregular.


