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Chefes militares da CEDEAO deslocam-se para Bissau para acompanhar transição política – O País

Uma delegação de chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau com o objectivo de se inteirar do processo de transição actualmente em curso na Guiné-Bissau, segunda informações de fontes oficiais.

De acordo com publicações divulgadas na página oficial das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), a missão chegou à capital guineense no início da noite de sexta-feira e permanecerá no país durante cinco dias, período durante o qual manterá contactos com diversas entidades locais.

Recorde-se que os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau em 26 de Novembro de 2025, tendo anunciado um período de transição com a duração de 12 meses. Na mesma ocasião, foram convocadas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para o dia 6 de Dezembro.

Na sequência da alteração da ordem constitucional, a Guiné-Bissau foi suspensa de todas as organizações internacionais de que faz parte, incluindo a CEDEAO, organização que enviou sucessivas missões de bons ofícios ao país com vista à mediação da crise política.

Segundo a FARP, a visita da delegação dos Chefes de Estado-Maior-General das Forças Armadas da CEDEAO se insere-se no propósito de acompanhar o período transitório em curso no país.

A mesma fonte refere ainda que, durante a estadia em Bissau, a missão, liderada pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Serra Leoa, Amara Idara Bangura, realizará sessões de trabalho com as entidades militares e paramilitares guineenses.

A delegação integra igualmente os chefes militares da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal. Segundo relatos da imprensa local, além dos encontros previstos com o Alto Comando Militar responsável pelo golpe de Estado, a missão deverá reunir-se também com representantes diplomáticos dos países membros da CEDEAO acreditados em Bissau.

Esta deslocação dos chefes militares da CEDEAO foi inicialmente prevista para ocorrer um mês após o golpe de Estado, mas acabou por ser cancelada na altura, sem que foram divulgadas informações para essa decisão.

Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, e posteriormente o ministro da Defesa daquele país, general Birame Diop, deslocaram-se para Bissau numa tentativa de facilitar a implementação das orientações definidas pelos chefes de Estado da CEDEAO na sequência do golpe militar.

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